
A Internet é um enorme espaço virtual, onde vários conteúdos são publicados sem a mínima preocupação com a ética, moralidade, respeito e pudor. Na Internet é licito abordar abertamente qualquer tipo de assunto e defende-lo por convicção pessoal por mais que sejam eles abominações para a maioria. Assuntos como “violência, estupros, bagulho e terror” são mais comuns do que podemos imaginar, só para citar que a Internet é um grande Faroeste Caboclo, piorado em muitas vezes.
A Internet é uma zona (no sentido literal da palavra) sem regras que possam ser aplicadas. E no dia que for aplicada qualquer regra, deixará de ser interessante.
Entenda que não estou fazendo apologias a tipos de conteúdos, muito pelo contrário. Estou apenas querendo dizer que se é inevitável que a Internet não sirva exclusivamente para propósitos da informação, da diversão e do serviço, sendo-lhe extremamente inerente a existência de páginas de “sacanagem, falta de respeito (ao próximo) e imbecilidades”, decidir o que acessar faz parte da escolha pessoal de cada um.
Navegando por aí é certo se deparar com as maiores banalidades ou absurdos resultantes da liberdade de expressão que cada indivíduo tem direito. A vontade inicial é de exorcizar o demônio autor do absurdo para defender o próprio ponto de vista, extravasar a raiva ou indignação. Mas isto é pura perda de tempo. Quem não tem respeito pelo próximo pouco se importa com qualquer argumentação proferida.
Estou falando sobre este assunto, num devaneio de pensamentos que parecer não ter nenhuma relação com blogs ou sobre blogs. Mas a verdade é que o mesmo surgiu decorrente da leitura de um determinado blog, onde o direito do autor feriu o direito de muitos leitores.
Determinados pré-conceitos (sejam sobre religião, raça ou preferência sexual), embora próprios de cada ser humano, não deveriam ser aclamados, justamente por que ferem.
Havendo alguns que se consideram profissionais desta mídia que cresce rapidamente, o blog, é de admirar que o direito de expressão seja por estes levado mais em conta do que certos direitos garantidos pela constituição (mesmo que pouco se respeite dela, principalmente, com raras exceções, pela massa corrupta denominada políticos).
O direito de expressão do blogueiro não deveria ferir seus leitores.
Não quero dizer que o blogueiro está limitado a escrever somente o que agrada, mas que deveria ser criterioso com determinados assuntos que já conhecemos como indiscutíveis. Não, cachaça não faz parte.
O direito do autor termina onde o direito do leitor começa, isso é questão de bom senso. Se o blog ofende, leitor que é inteligente não perde tempo se expondo com trocas de comentários desafetuosos. Simplesmente percebe que o blog não merece sua atenção e vai embora, deixando lá a farinha do mesmo saco.
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3 comentários


O meu blog Prefeitura Municipal de Kudo Mundo é de besteirol e não pra gente que se acha “o intelectual” ou “o inteligente”. É um blog que iniciei há apenas duas semanas. Nele eu satirizo a administração pública, faço piadas com funcionários públicos, cafetães, prostitutas, gays, coisa assim. Eu sou um funcionário público e tenho uma noção de como é a máfia lá dentro, então não vem neguim dar uma de santo pro meu lado! No Brasil, aprendemos essa coisa de que a guria é prostituta, principalmente se é menor de idade, “coitadinha!”. E nem sempre é assim. Vc tem o direito de ser gay e eu tenho o direito de não gostar de gay (eu pessoalmente, tenho amigos gays e amigas lésbicas). Nunca vi ninguém encher o saco de quem faz sátira com o cristianismo (minha religião), mas todos enchem o saco se alguém começa a satirizar a umbanda, por exemplo. Acho que cada um deve buscar ler aquilo que lhe agrada. O meu blog, por exemplo, é pra quem gosta de piadas idiotas. Se vc se acha o intelectual, vai notar que o blog não é pra vc só de ler o cabeçalho. Agora, cada um tem o direito sim de dizer e escrever o que quiser. E vc lê se quiser. Pra mim, não existe coisa pior na internet do que coisas do tipo “sites renda extra”. Um site racista ainda não seria algo tão ruim quanto essas porcarias. E os caras ganham espaço em todo canto, mentindo, vendendo mentiras e ilusões.
Não entendi nada, sobre quem ou sobre o que o GeoCarlos está falando?
Alguém se habilita a explicar?
Hum… não acho que ficou tão imcopreensível assim, talvez um pouco distorcido… É que ler esse post me fez pensar sobre o que eu estou escrevendo. Mas enfim, não acho que nem no que tenho postado ou no que pretendo postar estarei ofendendo muita gente. Até porque meu bloguinho não tem muitos leitores.